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Peterso Rissatti

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Foto by Adriana Buarque (Blog "Que mulher é esta?")
Por incrível que pareça, sou uma pessoa comum, que dorme e acorda, sonha e delira, ama e odeia. Como de perto ninguém é normal, minhas loucuras não me preocupam. Nem o que os outros acham delas. Sou assim, e não me vejo de outro jeito. "É fácil pedir coragem, o difícil é tê-la."
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Die Nase Voll

Novos rumos, belos desafios.
May 18

AVISO IMPORTANTE: NOVO BLOG

É minha gente, eu não paro quieto. My spaces com atividades encerradas. Agora estou no Vermelho Carne. É só clicar no link e ver um novo Peterso.
 
Abr@ço (que não podia faltar...rs)
February 07

Sozinho nunca!

Olha só como a frase "Solteiro sim, sozinho nunca" tem seus fundamentos.
 
Uma matéria da BBC Online revela que as chances de se desenvolver o mal de Alzheimer é 2,1 vezes maior nas pessoas acometidas pela solidão (clique aqui para ler a matéria). A pesquisa foi feita com idosos que responderam a um questionário, uma "tabela da solidão" e quanto mais sozinho, mais possibilidade de desenvolver a demência havia.
 
Sentir-se vazio ou abandonado em demasia foram as respostas dadas pela maior parcela de pacientes que desenvolveram a doença. Além disso, a rede social ou de parentesco dos pacientes também foi levada em conta para quantificar essa porcentagem de aumento.
 
Por isso, tenha e cultive suas amizades e amores. Não os trate como cactos, mas como arbustos que precisam ser regados sempre. Pois para florescer, a amizade precisa de muitos cuidados. Não apenas da semente, mas de toda uma vida de carinho e respeito.
 
Há um conhecido poema de Victor Hugo (1802-1885) que traz muitíssimas dicas de como viver bem, ou de como se portar diante da vida. Reproduzo a tradução retirada do blog Eternamente:
 
 
Desejo
 
"Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amada.

Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.

E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado segura.

Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo madura, não insista em rejuvenescer
E que sendo velha, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.

E se tudo isso te acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar".
 
 
 

Olha eu, que safado...

Olá,
 
Há mais de uma semana sem escrever, que safadeza. Aproveito agora, que o trabalho está escasso, para colocar vossas senhorias a par dos últimos acontecimentos (ou da falta deles), ao som de Volver, de Estrella Morente (da triblha sonora do homônimo filme de Almodovar)
 
Aniversário do meu sobrinho, Guilherme. Comemoração dos seus 4 anos em grande estilo, em buffet, com entrada triunfal entre os convidados, muitos parabéns e felicidade. Joguei Street Fighter pra caramba, comi algodão doce azul, docinhos, pirulitos. Foi muito bom e cheguei à seguinte conclusão: os adultos se divertem muito mais nas festas infantis que os próprios guris.
 
Em seguida, numa correria, despedida do amigão Duda, no Geni. Ele vai pra Irlanda, terra dos leprechaus, melhorar o inglês e aprimorar-se em outras artes. De mim, ganhou o livro "O Célebre Anônimo", do meu ídolo literário, Ignácio de Loyola Brandão. O Geni é uma casa incrível, um casarão branco na Rua Bela Cintra que foi todo redecorado, mas a estrutura permaneceu a mesma. Portanto, há quartos que podem ser reservados para festa, como se fossem salas de estar grandes e aconchegantes, o som sempre é surpreendente, shows ótimos. Pela primeira vez numa casa ouvi tocarem uma ou duas músicas de Los Orishas, grupo cubano que gosto muito. E vale pela garçonete Darlene e pelo garçon Lu, dois queridos.
 
Trabalho, muito trabalho. É o que até o início dessa semana eu passei.
 
E o que me parecia certo, agora não é mais tão certo. O que os olhos me diziam talvez eu tenha ouvido demais. Um sumiço, um reaparecimento meio frio. Será que vale a pena apostar mais? Será que valerá dar um passo a mais pra frente, sem saber se há um abismo ou o próximo degrau? Bem, enquanto isso, a fila dá uma mexidinha, não é mesmo?
 
January 31

Ansiedade boa...

Ai, ai...
 
Sempre que vou escrever aqui incrivelmente a música Strange and Beautiful começa a tocar no Media Player. Parece até um aviso, ou um carma, ou sei lá, predestinação.
 
Sei que há muito tempo não fico ansioso como estou agora. A espera de que o celular toque ou ao menos de um "plim" de mensagem recebida. Pareço um menino aguardando um presente, algo novo. E na verdade, é a novidade que me deixa assim, empolgado.
Quem ainda se lembra dos olhares da semana passada pode imaginar que aquela impressão permaneceu adormecida por uma semana. E hoje será a oportunidade de novamente olhares se cruzarem, mãos, o toque, tudo que faz bem e alivia os medos se concretizar, tudo que afasta os fantasmas e traz o sorriso.
 
Portanto, ansiedade se explica. Uma ansiedade gostosa, que dá um friozinho bom na barriga.
 
E há possibilidade de nada acontecer. Mas mesmo assim, só basta esperar.
 
January 27

Festa!

Festa é muito bom, né? E quando você reúne só gente amiga, e consegue apresentar amigos pra outros amigos, fica melhor ainda.
Teve festa aqui em casa. E festa aqui em casa é sempre pra enlouquecer, sempre no bom sentido.
Entre bêbados e trêbados, todo mundo ficou bem. E nos divertimos igual gente grande.
Sem detalhes hoje, pois ando econômico com as palavras. Mas posso dizer: inesquecível.
 
Logo, logo tem mais...
 
January 24

De olhares e certezas

Com Brighter than Sunshine, do Aqualung no MediaPlayer
 
O olhar muitas vezes nos engana. E por vezes nos falam verdades intermináveis.
Quando vejo verdade num olhar não tenho o menor pejo em ouví-lo, cuidadosamente, para que nada fique pra trás.
E ontem a verdade pairava naquele olhar. De carinho e respeito, de brincadeira e sensualidade. Um olhar que eu não via há muito.
Isso me deu forças pra acreditar mais um pouquinho. Pra caminhar mais um pouquinho.
E se tudo der certo, o futuro me pegará pela mão e me conduzirá de novo à mais simples delícia que é viver de bem comigo mesmo.
É, são olhares...
 
January 22

Nada dura para sempre...

 
Desistir é uma palavra estranha para mim. Não me dou muito bem com ela, parece que ela me engasga duma forma que nenhuma outra palavra faz. E algo que via de regra não me permito é desistir, deixar de fazer o que eu quero.
 
Quando isso não depende apenas de mim, a história é outra. Mas aí também é covardia. Eu tento o quanto posso. Se não der, não deu.
 
Eu ainda não desisti de esquecer. De deixar pra trás a mágoa e seguir meu caminho. Se tivesse desistido, daria muito mais trabalho. Seria chato, inconveniente. Lutaria por aquilo que um dia foi. Adoro tempos verbais bem definidos. "Foi". E não é para ser agora, disso já estou convencido.
 
Essa semana acho que será de lembranças. De olhar o passado com carinho para aceitar o futuro de maneira firme. E o futuro tem sorrido pra mim, consideravelmente.
 
Se colocar na balança, está tudo equilibrado ainda. Espero que eu consiga sair da média, loguinho.
 

Virada de mesa.

Muito rápido, que já é hora de nanar.
Depois de escrever o post anterior, saí pra comer, tentei relaxar. Meu domingo foi foda, chato, vazio.
Voltei pra casa e tive gratas surpresas e vou dormir bem melhor.
Que a estrada me traga mais do que tudo isso que vi até hoje. E há de trazer...
 
January 21

Queria...

Queria ter de novo o gosto da felicidade em meus lábios. Saber que a manhã surgiria bela como a noite deitaria seu manto num sorriso gentil.
Queria tecer de novo planos e projetos, olhar para frente e ver sua sombra junto à minha.
Queria poder abraçar e sentir seus braços me envolvendo com medo juvenil.
Mas hoje vejo que meu querer se acabou. Meu sonho se desvaneceu, como névoa fraca em torno da montanha.
E agora me resta uma estrada. Um longa estrada, ainda empoeirada, ainda vazia.
Com poucos rostos, com muitos corpos.
E logo surgirá alguém.
Para eu querer de novo.
January 18

Dia de festa!!!

 Ouvindo Regen und Meer, do grupo alemão Juli.
 
E hoje é dia de festança. Engraçado pois eu tenho um lema que se encaixa perfeitamente na festa de hoje, lema esse que recuperei há pouco, depois das turbulências que sempre menciono nos meus posts (e que vou mencionar por muito tempo ainda, podem acreditar): "Dê o motivo que a festa já temos pronta".
 
E o motivo da festa de hoje? Seis mil posts no tópico 'AJUDA', da Comunidade do Orkut Letras USP.
 
Não entenderam? Então vou explicar: um belo dia alguém precisava de uma ajudinha e, como o Orkut virou ponto de referência para tudo e mais um pouco, João (vamos chamá-lo assim) abriu um tópico chamado Ajuda para perguntar qualquer coisa, do tipo, onde é mesmo o bandeijão ou se a biblioteca já estava aberta depois da reforma. Ou que curso abriria no segundo semestre. Algo assim.
 
Eis que João descobre a resposta para a sua dúvida postada no tópico Ajuda e apaga a dúvida, mas não o tópico. Vazio e abandonado, o tópico permanece ali até que Milton, uma figura que de vez em quando ainda aparece por lá, diz "Belíssimo tópico". Outra figurinha carimbada, o Eduardo, diz "Arrasa, vamos fazer crescer". E começam a fazer o tal tópico crescer, com meta de 6.000 entradas. Comecei a ajudar a turma mais ou menos em setembro do ano passado e desde então postar no Ajuda virou um vício. Mais que um tópico do Orkut, virou um ponto de encontro de gente interessante, um bate-papo dum povo antenado e ao mesmo desencanado. E no meio dessa bagunça, surgiu também a proposta de uma festa quando os 6 mil fossem alcançados. Isso ocorreu na semana passada e HOJE É A FESTA!!!
 
Parece uma maluquice, pois a maioria das pessoas não se conhece pessoalmente. O único contato é o virtual. E o povo da USP ainda tem uma vantagem: eles podem se encontrar com mais freqüência, ou ao menos se ver de vez em quando, dar um oi. Quando eu voltar pra lá também vai ser assim... mas me resta a dúvida: será que vai rolar empatia e depois a inevitável amizade entre os membros do Ajuda? Resposta a essa crudelíssima pergunta amanhã, no próximo capítulo de Dia de Festa.
 
 
No fim, ouvindo Stickwitu, Pussycat Dolls.
 
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